NR-1 E A RESPONSABILIZAÇÃO DAS EMPRESAS FRENTE À EPIDEMIA DE ADOECIMENTO PSICOLÓGICO NO TRABALHO
A prorrogação do início das penalidades da NR-1, de 2025 para 2026, foi recebida por muitas empresas como um “alívio”.
Mas é preciso dizer com clareza: não se trata de adiamento do problema — trata-se de um último aviso.
A partir de março de 2026, empresas que não estiverem adequadas às exigências da NR-1 estarão sujeitas a multas, autuações e responsabilizações legais, especialmente no que diz respeito à gestão de riscos psicossociais e à saúde mental no trabalho.
O prazo mudou.
A obrigação, não.
O Que está em jogo com a NR-1 atualizada
A revisão da NR-1 deixou explícito algo que por muito tempo ficou invisível:
riscos psicossociais também são riscos ocupacionais.
Isso inclui, entre outros fatores:
Ignorar esses elementos não é mais uma falha de gestão.
É descumprimento normativo.
A responsabilidade não é só do RH, é da Liderança.
Um dos maiores erros das organizações diante da NR-1 é tratar o tema como mais um projeto técnico do RH ou do SESMT.
Não é.
A NR-1 exige que a gestão dos riscos psicossociais esteja integrada à forma como o trabalho é organizado, liderado e cobrado.
E isso coloca os líderes no centro da responsabilidade.
São as lideranças que:
Sem líderes conscientes, capacitados e corresponsáveis, nenhum PGR se sustenta.
O Papel do RH: Guardião da NR-1 e da Sustentabilidade Humana
Se a liderança executa, o RH guarda, estrutura e sustenta.
O RH passa a ser: Guardião da conformidade com a NR-1
Articulador entre liderança, SESMT e alta direção
Responsável por diagnósticos, evidências e planos de ação
Facilitador da mudança cultural necessária
Não é papel do RH “apagar incêndios” após adoecimentos e afastamentos.
É papel do RH antecipar riscos antes que eles se tornem multas, passivos trabalhistas e perdas humanas.
Multas e Penalidades: O Risco é Real
A partir de março de 2026, empresas que não demonstrarem:
E vale reforçar: não basta ter documentos formais.
A fiscalização tende a avaliar coerência entre discurso, prática e resultados.
Março está logo ali.
A prorrogação do prazo não deve ter sido vista como convite à postergação, mas como tempo estratégico de preparação.
Empresas maduras já entenderam que: Adequar-se à NR-1 não é custo — é prevenção
Saúde mental é pilar de produtividade sustentável
Ambientes saudáveis reduzem afastamentos, turnover e riscos legais
Quem deixar para “ver isso depois” pode descobrir tarde demais que o custo da omissão é sempre maior que o custo da prevenção.
A NR-1 não veio para punir empresas.
Veio para responsabilizá-las pelo impacto que geram na vida das pessoas.
A prorrogação até março de 2026 é uma oportunidade rara de ajuste consciente, estruturado e estratégico.
Mas o relógio está correndo.
E a pergunta que fica é direta:
Sua empresa está usando esse tempo para se preparar — ou para adiar o inevitável?
Nós podemos te apoiar:
(31) 99351-4290
Este site armazena cookies em seu dispositivo. Usamos cookies para melhorar a sua experiência.
Leia nossa Política de Privacidade.
© 2026 | Direitos reservados DUO