O que realmente importa em 2026 nas empresas: desenvolver líderes + um Programa de Cargos, Carreiras e Salários alinhado à cultura

Em 2026 as organizações que vencerão a batalha por talentos terão duas prioridades claras e interdependentes: (1) desenhar e executar programas contínuos e práticos para desenvolver líderes e (2) estruturar um Programa de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) coerente com as tendências do mercado e, sobretudo, com a cultura de cada empresa. Não é exagero dizer que a combinação dessas duas iniciativas é hoje o principal motor de retenção, justiça interna e vantagem competitiva.

Por que começar pelos líderes

Décadas de pesquisas mostram que a qualidade da liderança impacta diretamente engajamento, desempenho e rotatividade. Estudos abrangentes da Gallup demonstram que o gestor é responsável por grande parte da variação no engajamento das equipes — cerca de 70% da variação entre unidades de negócio. Em outras palavras: líderes bons retêm pessoas; líderes ruins fazem talentos saírem.

Além do impacto no engajamento, gerações mais jovens (especialmente Gen Z) vêm buscando desenvolvimento real no trabalho — e, quando não o encontram, procuram alternativas (ou já consultam IA e redes para “conselhos” de carreira). Pesquisas mostram que muitos colaboradores consideram o apoio para o desenvolvimento e conversas de carreira como fatores decisivos para permanecer na empresa. Investir em líderes que saibam dar feedback, desenvolver carreiras e criar propósito é, portanto, investimento direto em retenção.

Por que um PCCS não é apenas “folha de pagamento”

Um PCCS bem-feito é mais que tabela salarial: é um mecanismo de justiça percebida, previsibilidade de carreira e alinhamento entre expectativas organizacionais e trajetórias profissionais. Com legislação crescente sobre transparência salarial e pressão de mercado por equidade, empresas sem um modelo claro correm risco de perda de confiança interna — e de talentos. Relatórios de consultorias de remuneração e estudos sobre transparência salarial ressaltam que políticas claras e comunicadas reduzem frustração e melhoram retenção.

Quando colaboradores percebem que promoções, aumentos e progressões de carreira dependem de critérios claros e aplicados de modo justo, aumentam a sensação de justiça organizacional — um fator que reduz turnover e fortalece a cultura. Sem isso, mesmo excelentes ações de L&D perdem efeito, porque o empregado pede desenvolvimento, mas enxerga poucas possibilidades reais de avanço.

A conexão entre líderes e PCCS

As duas iniciativas se reforçam: líderes treinados sabem aplicar critérios do PCCS em conversas de desempenho e carreira; um PCCS claro dá aos líderes parâmetros objetivos para orientar desenvolvimento e promoções. Juntos, eles transformam a experiência do colaborador — do onboarding à saída — em uma jornada previsível, justa e motivadora.

Dados para embasar a decisão (resumo rápido)

  • Gestores explicam grande parte da variação no engajamento de equipes (~70%). Isso implica que políticas de retenção que não investem em liderança perdem eficiência.
  • Relatórios de capital humano mostram que menos da metade dos trabalhadores afirma que a organização os deixou “melhores” do que quando entraram — sinalizando espaço para investimento em desenvolvimento e sustentabilidade humana.
  • Estudo de aprendizagem corporativa e relatórios de tendências apontam que L&D e conversas de carreira são prioridades para retenção, especialmente num contexto de transformação digital/IA. learning.linkedin.com+1
  • Pesquisas e relatórios sobre transparência e governança de remuneração indicam que práticas claras de pagamento e comunicação reduzem atrito e ajudam a manter talentos.

Recomendações práticas para 2026

  1. Mapear lacunas de liderança: aplique avaliações 360°, analytics de engajamento e entrevistas de saída para identificar comportamentos críticos a corrigir. (Curto prazo: 1–2 meses.)
  2. Criar um programa de desenvolvimento de líderes com foco prático: combine trilhas de aprendizagem (microlearning), coaching, shadowing e metas de desenvolvimento ligadas a OKRs. Priorize habilidades de comunicação, feedback, gestão de carreiras e inteligência emocional. (Médio prazo: 3–6 meses.)
  3. Desenhar/atualizar o PCCS: categorizar cargos, definir bandas salariais com benchmark, critérios de promoção e políticas de revisão salarial. Garanta a integração entre PCCS e avaliações de desempenho. (Médio prazo: 3–6 meses.)
  4. Comunicar com transparência: treinar líderes para usar o PCCS nas conversas de carreira; publicar sínteses (sem expor individualmente salários, onde for legalmente sensível) e oferecer FAQs para colaboradores. (Curto prazo: 1 mês após definição.)
  5. Medir impacto: acompanhar NPS de gestores, eNPS, taxas de retenção por faixa salarial e tempo médio para promoção. Ajustar o programa a cada ciclo anual.

Por que não adiar?

2026 será um ano em que “quem desenvolve gente e organiza carreira com justiça” ganhará duplo retorno: custo menor com turnover e maior capacidade de atrair talentos para projetos estratégicos (especialmente em cenários que exigem novas habilidades em IA e trabalho híbrido). Investir em líderes sem um PCCS é como construir um jardim sem canteiros: haverá flores, mas será difícil cuidar de cada espécie. Do mesmo modo, ter um PCCS sem líderes preparados é possuir regras e nenhum jardineiro.

Se você lidera RH, meu convite é: priorize um plano integrado — desenvolvimento de líderes + PCCS — com entregas mensuráveis e comunicação aberta. A combinação é prática, comprovada por estudos e, acima de tudo, é o que seus colaboradores esperam para 2026.

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